19 pessoas são vítimas de naufrágio de embarcação no litoral do Paraná; uma delas foi a óbito
Na tarde da segunda-feira, 6, um naufrágio entre as ilhas da Cotinga e das Cobras, na baía de Paranaguá, ocasionou 19 vítimas, entre elas uma mulher de 63 anos que foi a óbito após mais de uma hora em parada cardíaca. Ela ainda não teve a identificação divulgada pelas autoridades. A embarcação era um táxi náutico que estava em direção à Ilha do Superagui, em Guaraqueçaba. As informações da ocorrência ainda estão sendo apuradas. Após o naufrágio ser comunicado, uma força-tarefa foi feita para resgatar essas pessoas, com embarcações e equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, Capitania dos Portos do Paraná (CPPR), SAMU, SIATE, OGMO, Palangana, bem como outras formas de apoio, trazendo essas vítimas para a Marina Oceania e para a Capitania dos Portos, em Paranaguá, com posterior atendimento, encaminhamento ao Hospital Regional do Litoral (HRL) ou liberação.
Segundo informações preliminares, quatro pacientes foram encaminhados ao Hospital Regional do Litoral (HRL), sendo que, até o fim da tarde de quinta-feira, 6, dois deles estavam em estado leve a moderado e outras duas pessoas registravam situação de moderada a grave.
O sargento Eduardo, do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, detalhou como ocorreu o primeiro atendimento ao acidente. “Fomos acionados pelo telefone de emergência 193, a princípio para um naufrágio com vítimas que estavam na água. A gente não sabia quantas vítimas haviam no momento, só que era necessário esse apoio, então nos deslocamos o mais rápido possível para o local, bem próximo à Ilha das Peças e da Ilha do Governador. Nos deslocamos de imediato o nosso barco que fica na água com os militares e também com moto aquática, e durante o deslocamento encontramos a embarcação da Palangana que já estava trazendo algumas dessas vítimas. Nesse momento, um dos bombeiros entrou nesse barco para fazer avaliação de uma vítima mais grave, que estava em parada cardíaca, e imediatamente iniciou os procedimentos de RCP, fazendo as compressões, onde continuamos em deslocamento até à Marina Oceania”, afirma.
Segundo o sargento, foi acionado todo o aparato necessário para atendimento, com acionamento da ambulância do SAMU, do SIATE, do OGMO e a Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos do Paraná (CPPR), com médicos e marinheiros no atendimento e apoio às vítimas. “Foram encaminhadas vítimas para a Capitania dos Portos, vieram vítimas para a Marina Oceania, e a partir de então fizemos a triagem dessas vítimas que, a princípio, eram 19, a maioria delas, por conta do tempo que temos hoje, com algum estágio de hipotermia, então nosso primeiro procedimento foi aquecer essas vítimas. Algumas vítimas estavam com a saturação um pouco baixa, então fizemos o trabalho de oxigênio, colocando máscaras, para que essa saturação subisse, e então começamos o transporte ao hospital”, destaca.
De acordo com ele, a ocorrência registrou 19 vítimas, incluindo um bebê. “A primeira informação que temos é que foram 19 vítimas, tentamos confirmar isso o mais rápido possível, já encontramos essas 19 pessoas que estão em local seguro, foram catalogadas, com toda a documentação necessária. Havia um bebê de colo de cinco meses que já está com a sua mãe, a avó estava junto, já conversamos com elas e o bebê que já foi avaliado e está em segurança. As outras vítimas também foram encaminhadas ao hospital, estão sendo tratadas e devidamente identificadas”, relata o sargento.
“A vítima que estava em parada cardíaca, provavelmente subiu bastante a água na hora do acidente, de imediato, assim que identificamos a parada
cardíaca o bombeiro entrou na embarcação, todo o procedimento necessário feito durante o deslocamento. Aqui na Marina Oceania, no barco da Palangana, a gente não movimentou essa vítima, o médico já entrou com procedimento de intubação, fez todo o medicamento necessário, mas infelizmente a vítima passou por mais de uma hora de parada cardíaca, sendo irreversível o quadro”, afirma o sargento.
Circunstâncias do acidente
Segundo o sargento, houve diálogo com as vítimas e obtenção das informações preliminares do acidente. “Ainda são informações preliminares, sabemos que quando acontece um acidente as informações são desencontradas”, relata. O fato é que o assoalho da embarcação rompeu, acontecendo este naufrágio”, afirma.
“A embarcação afundou. Identificaram na verdade três embarcações lá no momento em que começamos o resgate, começou o transporte das pessoas, procurando se conseguiam resgatar algum bem material, alguma mochila, outras coisas, estamos identificando se esse pessoal levou para Piaçaguera, onde eles estavam indo, e estamos aguardando novas informações”, ressalta Eduardo, frisando o trabalho conjunto do Corpo de Bombeiros com a Capitania dos Portos, Palangana, OGMO, SAMU e SIATE.
“Aqui em Paranaguá temos esta grande quantidade de recursos e o mais importante é que eles foram empregados em uma velocidade grande, já vimos regiões no interior do Estado em que não podemos contar com todo esses recursos. Aqui foram muitos barcos envolvidos, muitas pessoas, vários médicos e ambulâncias, sendo que o mais rápido possível as vítimas estavam recebendo atendimento, sendo encaminhadas. As que não precisaram de atendimento, pelo menos avaliadas foram”, finaliza.
Qual é a sua reação?