CASO JANE : Suspeito confessa feminicídio e descreve agressões contra companheira em Paranaguá
O caso que chocou moradores de Paranaguá ganhou novos desdobramentos após o principal suspeito do feminicídio de Jane Alves Cordeiro, de 49 anos, confessar o crime e relatar, em detalhes, como ocorreram as agressões dentro da residência do casal.
De acordo com as investigações, o crime aconteceu na noite de quinta-feira (19), no bairro Jardim Ouro Fino. Após deixar a cidade, o suspeito, de 39 anos, decidiu se apresentar às autoridades e passou a colaborar com a Polícia Civil.
Discussão motivada por ciúmes
Durante o interrogatório, o homem contou que a discussão começou após ele acessar o celular da companheira e encontrar mensagens com outra pessoa, o que gerou ciúmes e revolta.
“Eu vi as mensagens no celular dela e fiquei com muita raiva. A gente começou a discutir.”
Segundo ele, a situação se agravou quando a vítima afirmou que queria encerrar o relacionamento:
“Ela falou que não queria mais ficar comigo. Foi aí que eu perdi a cabeça.”
Agressões e morte
Ainda em depoimento, o suspeito descreveu como ocorreram as agressões dentro da residência.
“Eu dei um soco nela e depois segurei pelo pescoço.”
Ele afirmou que, naquele momento, não tinha a intenção de matar:
“Eu só queria que ela desmaiasse, pra eu sair de lá. Mas acabou acontecendo isso.”
A vítima não resistiu às agressões e morreu no local.
Fuga e uso de drogas
Após o crime, o homem deixou a casa e passou horas fora, circulando pela cidade.
“Saí de casa, fiquei rodando e usei droga.”
Durante esse período, ele chegou a pedir ajuda a um motoboy para se deslocar e permaneceu dentro de um caminhão por algum tempo.
Retorno e tentativa de reanimação
Na madrugada, o suspeito retornou à residência e tentou reanimar a vítima, mas sem sucesso.
“Eu tentei fazer massagem no peito dela e respiração, mas ela não voltava.”
Mesmo diante da situação, ele não acionou socorro.
“Fiquei com medo e fui embora.”
Tentativa de fuga e entrega
Na sequência, o homem tentou deixar Paranaguá, conseguindo carona com um caminhoneiro. No entanto, acabou desistindo da fuga e decidiu se entregar na manhã de sexta-feira (20), em Quatro Barras.
“Eu não aguentava mais, resolvi me entregar.”
Ele permanece preso e à disposição da Justiça. Por se tratar de feminicídio — crime hediondo — não há possibilidade de pagamento de fiança.
Histórico de ameaças
Durante o interrogatório, o suspeito também revelou que o relacionamento já era marcado por episódios de violência e ameaças anteriores.
“Já tinha ameaçado ela antes, até com faca.”
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes do crime e possíveis circunstâncias envolvidas.
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