Como será a “CNH social”, carteira de motorista gratuita sancionada por Lula
Uma mudança aprovada nesta sexta-feira (27) no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê a criação da chamada “CNH Social”. A Carteira Nacional de Habitação gratuita deve ser direcionada à população de baixa renda e custeada com recursos obtidos pelo pagamento de multas de motoristas.
O dispositivo que prevê a novidade foi sancionado na sexta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o texto, parte da receita arrecada com cobrança de multas de trânsito poderá ser destinada ao pagamento de carteiras de habilitação para pessoas de baixa renda, inscritas no Cadastro Único da Assistência Social, o CadÚnico.
As regras sobre quem terá direito e como será a oferta desta CNH Social ainda não foram divulgadas e devem ser estabelecidas pelo governo federal. No entanto, o CadÚnico permite a inscrição de famílias de baixa renda do país, com rendimentos mensais de até meio salário-mínimo por pessoa. Também podem fazer parte do cadastro famílias com renda superior a esse valor beneficiárias de programas ou serviços específicos.
As novas regras que preveem a CNH Social passam a valer em 45 dias. Lula vetou um trecho da nova legislação que previa a exigência de exame toxicológico para a concessão de CNH nas categorias A e B, destinadas a motocicletas e carros de passeio. Nas categorias C, D e E, para caminhões, ônibus e veículos de carga, o exame já era exigido e continuará sendo obrigatório, sem modificações. O veto à exigência do teste também nas categorias A e B ainda deve ser analisado pelo Congresso, que pode derrubar o veto.
Segundo a legislação, o custeio de CNH para população de baixa renda passa a ser uma das áreas em que é possível aplicar o recurso de multas, ao lado de sinalização, engenharia de tráfego, campo, policiamento, fiscalização, renovação de frota e educação de trânsito.
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