CTB defende mobilização contra “terrorismo patronal” e reforça luta pelo fim da escala 6x1 no Brasil

Marços 23, 2026 - 08:40
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CTB defende mobilização contra “terrorismo patronal” e reforça luta pelo fim da escala 6x1 no Brasil

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil intensificou o discurso em defesa do fim da escala de trabalho 6x1 e convocou mobilização nacional contra o que classifica como “terrorismo patronal”. A posição foi apresentada em artigo assinado pelo presidente da entidade, Adilson Araújo, destacando a necessidade de união da classe trabalhadora diante da resistência de setores empresariais.

Segundo o dirigente, a proposta de mudança na jornada de trabalho vem ganhando apoio popular significativo. Dados de pesquisa indicam que cerca de 71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6x1, número que sobe para 82% entre jovens de 16 a 40 anos. 

A escala 6x1 — que prevê seis dias de trabalho para apenas um de descanso — é apontada como exaustiva e prejudicial à qualidade de vida dos trabalhadores. Ainda de acordo com o levantamento citado, cerca de 33 milhões de brasileiros vivem sob esse regime, sendo que mulheres são as mais impactadas devido à dupla jornada entre trabalho e tarefas domésticas. 

O texto também destaca que a pauta ganhou força recentemente, sendo incorporada a mobilizações sociais, incluindo atos do Dia Internacional da Mulher, onde a reivindicação por mais dias de descanso semanal esteve entre as principais bandeiras.

Por outro lado, a proposta enfrenta forte resistência de setores empresariais. Segundo a CTB, há um intenso lobby contrário à mudança, com argumentos que apontam possíveis impactos negativos na economia, como aumento do desemprego e queda no Produto Interno Bruto (PIB). 

A entidade rebate essas críticas afirmando que estudos indicam o contrário. Pesquisas apontam que a redução da jornada de trabalho pode gerar milhões de empregos e aumentar a produtividade, além de reduzir o estresse dos trabalhadores. 

A discussão também ocorre no cenário político nacional, com o tema já em debate no Congresso. Para a central sindical, o embate reflete interesses históricos entre trabalhadores e empregadores, e a mobilização popular será decisiva para avançar na proposta.

A CTB reforça que a redução da jornada de trabalho é uma tendência mundial e defende que o Brasil acompanhe esse movimento. A entidade afirma que seguirá atuando junto a outras centrais sindicais e movimentos sociais para pressionar pela mudança e garantir melhores condições de trabalho para a população.

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