Eduardo Bolsonaro fala em "queimar toda a floresta" antes de nova reunião com governo Trump

Agosto 15, 2025 - 15:01
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Eduardo Bolsonaro fala em "queimar toda a floresta" antes de nova reunião com governo Trump

Disposto a levar ao Brasil ao caos, se for necessário, para livrar o pai, Jair Bolsonaro (PL), da prisão, Eduardo Bolsonaro (PL) falou em "sacrificar tudo" e "queimar toda a floresta" ao se dirigir a Washington para novas reuniões com representantes do governo Donald Trump na Casa Branca.

Eduardo e Paulo Figueiredo, neto do ditador João Baptista Figueiredo e seu cúmplice na conspiração contra o Brasil, embarcaram para a capital dos EUA levando um dossiê para apresentar a autoridades do governo Trump sobre os efeitos da guerra tarifária e da sanção ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No vídeo divulgado nos stories de seu perfil no Instagram, o filho "02" de Bolsonaro fala que "vai continuar trabalhando até eles entenderem que perderam o poder e encontraram um adversário mais poderoso", em recado direcionado especialmente a Moraes, relator do julgamento da organização criminosa que tentou um golpe de Estado no Brasil.

"Então, que seja com o menor sacrifício possível, mas se for necessário, iremos sim sacrificar tudo e queimar toda a floresta", emendou Eduardo, mostrando que está disposto a provocar o caos no Brasil para evitar a prisão do pai.

Atuando como arapongas - termo que se popularizou para classificar os espiões da Ditadura - de Donald Trump no Brasil, Eduardo e Paulo Figueiredo levaram à Casa Branca nesta quarta-feira (13) um dossiê com a narrativa bolsonarista sobre os efeitos do tarifaço e da sanção a Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), pela Lei Magnitsky no Brasil.

No documento, os dois conspiracionistas reclamaram da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), decretada por Moraes após o ex-presidente infringir as medidas restritivas e que ocorreu após a sanção contra o ministro do STF.

Segundo a narrativa que foi levada à Casa Branca, Moraes não consultou o Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, e outros integrantes da corte, pois estaria "isolado" e poderia não ter apoio. Na verdade, Moraes atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF), que já havia pedido inclusive a prisão preventiva do ex-presidente quando o ministro optou por colocar a tornozeleira eletrônica.

Eduardo e Figueiredo, que foi sócio de Trump em empreendimentos suspeitos no Brasil, ainda levarão narrativas plantadas pelos próprios bolsonaristas na mídia liberal de que haveria um racha no Supremo e Moraes teria sido repreendido pelo presidente da corte, Luís Roberto Barroso, e o decano, Gilmar Mendes, que por mais de uma vez já saiu em defesa do relator do julgamento da tentativa de golpe.

O dossiê ainda repercute a ação golpista dos parlamentares bolsonaristas, que fizeram um motim no Congresso Nacional pedindo a anistia a Bolsonaro e o impeachment de Moraes.

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