Escola Municipal Graciela Elizabete Almada Diaz: A situação de abandono na Ilha dos Valadares
Na última semana, nossa equipe visitou a Escola Municipal Graciela Elizabete Almada Diaz, localizada na Ilha dos Valadares, e se deparou com uma triste realidade: o completo abandono da instituição. Infiltrações, goteiras e salas de aula comprometidas são apenas alguns dos problemas que expõem as mais de 500 crianças que frequentam a escola a um ambiente totalmente inadequado para o aprendizado.
A falta de manutenção e de reformas visíveis é alarmante. Além das infiltrações, algumas salas de aula apresentam rachaduras nas paredes, o que torna o ambiente ainda mais inseguro. A quadra esportiva, que deveria ser um espaço de lazer e recreação, está se deteriorando com o passar do tempo, prejudicando a qualidade de atividades físicas e esportivas dos alunos. A estrutura da escola, em geral, oferece riscos à segurança das crianças, que, diariamente, convivem com esses problemas.
Esse quadro de abandono é reflexo da falta de atenção da gestão liderada pelo prefeito Marcelo Roque, que, em seus 8 anos de governo, não fez nada para garantir que a Escola Municipal Graciela Elizabete Almada Diaz continuasse a funcionar de maneira digna e segura para seus alunos. O espaço, que foi reinaugurado em 2008 pelo então prefeito José Baka Filho, era considerado um modelo de ensino, não apenas para Paranaguá, mas para o Brasil. A escola adotava o ensino integral, um projeto promissor que permitia às crianças permanecerem por mais tempo na instituição, recebendo aulas recreativas de esporte, arte e cultura, além das tradicionais disciplinas.
Infelizmente, esse projeto inovador e de grande importância para o desenvolvimento das crianças foi esquecido pelas gestões seguintes. Com o passar dos anos, o descaso e a falta de comprometimento das administrações que sucederam se tornaram evidentes. A Escola Municipal Graciela Elizabete Almada Diaz, que antes era um exemplo de educação de qualidade, agora enfrenta sérios problemas estruturais que impactam diretamente a aprendizagem e o bem-estar dos alunos.
Este não é um caso isolado. No início deste mês, outras seis escolas foram interditadas em Paranaguá devido à falta de condições mínimas para receber os alunos, situação que reforça a crise estrutural na rede municipal de ensino. O Teatro Rachel Costa, um dos maiores patrimônios culturais da cidade, também foi interditado devido a problemas estruturais graves, mostrando um cenário de total abandono das infraestruturas públicas.
A falta de ação da gestão de Marcelo Roque em relação à manutenção e conservação das escolas municipais é uma situação que preocupa os pais, alunos e toda a comunidade escolar. As crianças, que deveriam ser o centro de todas as atenções, estão sendo prejudicadas em seu direito à educação de qualidade em um ambiente seguro.
Qual é a sua reação?