Gaza: plano de paz dos EUA prevê fim da guerra e retorno dos reféns, em meio a genocídio contra civis

Setembro 30, 2025 - 11:31
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Gaza: plano de paz dos EUA prevê fim da guerra e retorno dos reféns, em meio a genocídio contra civis

Um plano de paz para Gaza, divulgado pela Casa Branca nesta segunda-feira (29), propõe o encerramento da guerra entre Israel e os militantes do Hamas e a devolução de todos os reféns, vivos e mortos, dentro de 72 horas após Israel aceitar publicamente o acordo.

O documento, com 20 pontos, prevê cessar-fogo imediato; troca de reféns por prisioneiros palestinos; retirada israelense do enclave; desarmamento do Hamas; e criação de um governo de transição liderado por órgão internacional. Pela proposta, quando todos os reféns forem libertados, Israel soltaria 250 palestinos condenados à prisão perpétua e 1,7 mil habitantes de Gaza detidos após o início da guerra em 7 de outubro de 2023.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu na Casa Branca para anunciar a proposta. Trump disse que Israel e países árabes estariam “muito próximos” de um acordo que poderia abrir caminho para uma paz mais ampla no Oriente Médio. Netanyahu afirmou apoiar o plano, destacando que ele contempla os objetivos de guerra de Israel: a volta dos reféns, o desmantelamento das capacidades militares do Hamas, o fim de seu governo político e a garantia de que Gaza não volte a representar uma ameaça.

Enquanto a negociação diplomática avança, a realidade em Gaza segue marcada pelo genocídio contra a população palestina. Milhares de civis, entre eles um número alarmante de crianças, continuam morrendo diariamente em consequência dos bombardeios e da ocupação israelense. Hospitais, escolas e casas foram destruídos, e a população enfrenta escassez de alimentos, colapso nos serviços de saúde e deslocamentos forçados.

Esta é a quarta visita de Netanyahu à Casa Branca desde o retorno de Trump ao cargo em janeiro. O líder israelense tenta reforçar a aliança com os Estados Unidos em meio à pressão internacional por uma solução de dois Estados, enquanto Trump busca apresentar um acordo que demonstre capacidade de encerrar rapidamente o conflito, promessa feita durante sua campanha de 2024.

O plano norte-americano também foi apresentado a países árabes e muçulmanos à margem da Assembleia Geral da ONU, mas a ausência do Hamas nas negociações levanta dúvidas sobre a viabilidade do acordo. Ainda assim, Trump reforçou que chegou a hora de o grupo aceitar os termos definidos com Netanyahu.

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