Grupo ligado aos Panteras Negras voltam às ruas dos EUA para confrontar violência do ICE
O movimento Panteras Negras voltou a se manifestar nas ruas dos Estados Unidos para confrontar os agentes do Serviço de Imigração e Controle Alfandegário (ICE, em inglês), que recentemente matou a cidadã norte-americana Renee Good em Minneapolis, Minnesota. Desde então, o governo de Donald Trump tem enviado tropas para o estado, bem como ameaçado aplicar a Lei da Insurreição (Insurrection Act) – que dá poderes ao Presidente dos Estados Unidos para usar as Forças Armadas no território.
Imagens que circulam online mostram os membros, vestidos com jaquetas bomber pretas com o logotipo da pantera negra em preto e branco, boinas e portando armas de estilo militar (que eles têm permissão legal para portar).
“A revolução é o único caminho a seguir agora. Não se pode reformar os sistemas vigentes. Eles são desumanos e opressivos, e as pessoas já não aguentam mais. A única maneira de avançarmos e prosperarmos como raça humana é desmantelar todos os sistemas, estruturas e governos que existem hoje”, declarou Danielle, membro do Núcleo Popular dos Panteras Negras, um grupo dentro do movimento mais amplo dos Panteras Negras, ao jornal independente The Canary.
Ao longo do último mês, agentes do ICE foram flagrados em vídeo assassinando pessoas indiscriminadamente, agredindo migrantes, detendo e perseguindo pessoas de cor. Entre 3 e 9 de janeiro, ao menos quatro migrantes – dois hondurenhos, um cubano e um cambojano – morreram sob custódia do ICE.
O Partido dos Panteras Negras para Autodefesa também compareceu durante uma manifestação para prestar solidariedade na Filadélfia, em meio às crescentes tensões com o ICE. Paul Birdsong, que se identificou como presidente da filial da Filadélfia, acredita que as coisas teriam terminado de forma diferente se eles estivessem no local em 7 de janeiro, dia em que o agente do ICE, Jonathan Ross, assassinou Good.
Em entrevista à Philly AM TV, ele reiterou sua posição, dizendo: “Nenhum agente do ICE jamais vai me abordar. Eu garanto”. Ele acrescentou: “Uma mulher desarmada foi morta pelo ICE. Se vocês acham que podem vir e brutalizar as pessoas enquanto estamos aqui, vão se meter na própria vida.”
O movimento está exigindo a abolição imediata do ICE e que o presidente Donald Trump e sua administração sejam responsabilizados.
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