Guardas municipais de Paranaguá são alvo de operação por suspeita de atear fogo em vítima
O Ministério Público do Paraná cumpriu, na manhã desta quarta-feira (25), mandados de busca e apreensão nas residências e nos locais de trabalho de dois guardas civis municipais de Paranaguá, no Litoral do Estado. A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que recolheu aparelhos eletrônicos de uso pessoal dos investigados.
De acordo com a promotora de Justiça Tatiana Sigal Zago, responsável pelo caso, o material apreendido poderá auxiliar no avanço das investigações. Segundo ela, além das buscas nas casas, também foram recolhidos celulares que podem contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Os agentes são investigados sob suspeita de terem ateado fogo em um morador da Ilha dos Valadares em setembro de 2025. Conforme apurado, a vítima teria sido apontada como possível autora do furto de uma bicicleta, situação que não foi comprovada.
Ainda segundo a promotora, o homem foi abordado pelos agentes públicos, teria sido agredido, ferido e posteriormente incendiado, mas conseguiu sobreviver.
A vítima conseguiu apagar as chamas ao rolar por um barranco de aproximadamente cinco metros e entrar em um rio. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Regional do Litoral, onde recebeu atendimento médico devido aos ferimentos e queimaduras.
Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Segurança de Paranaguá informou que tomou conhecimento da operação realizada pelo Ministério Público do Estado do Paraná, por meio do Gaeco, envolvendo o cumprimento de mandados judiciais relacionados à investigação dos fatos ocorridos na Ilha dos Valadares.
A Secretaria manifestou respeito às instituições e reconheceu a legitimidade das ações conduzidas pelos órgãos de persecução penal e de controle, reafirmando total disposição para cooperar com as investigações, fornecendo informações, documentos e suporte técnico necessários ao completo esclarecimento do caso.
A pasta destacou ainda que a atuação da Guarda Civil Municipal é orientada pelos princípios da legalidade, da proteção dos direitos fundamentais, da dignidade da pessoa humana e do uso proporcional da força, não sendo admitidos desvios de conduta incompatíveis com os valores que regem a Administração Pública e a segurança pública cidadã.
Segundo a nota, no âmbito administrativo já estão sendo adotadas providências preliminares e, caso surjam elementos que indiquem eventual irregularidade funcional, serão tomadas as medidas legais cabíveis pelos órgãos competentes, com observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
Por fim, a Secretaria reafirmou compromisso com a transparência, a ética, a responsabilidade institucional e a preservação da confiança da população de Paranaguá.
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