O legado de Marcelo Roque: Seis escolas são interditadas em Paranaguá

A precariedade nas estruturas físicas, com telhados danificados, infiltrações e rachaduras, reflete a negligência do ex-prefeito e escancara os desafios da atual administração para garantir segurança nas unidades escolares.

Janeiro 31, 2025 - 11:02
Janeiro 31, 2025 - 11:08
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O legado de Marcelo Roque: Seis escolas são interditadas em Paranaguá
O legado de Marcelo Roque: Seis escolas são interditadas em Paranaguá

A cinco dias do início do ano letivo, a cidade de Paranaguá foi surpreendida com a interdição de seis escolas municipais devido à precariedade das estruturas físicas. A medida, anunciada pela Secretaria Municipal de Educação na tarde desta quinta-feira (30), expõe o descaso e a negligência da gestão do ex-prefeito Marcelo Roque, que deixou o cargo no fim do ano passado.

O cenário é alarmante: telhados danificados, infiltrações, rachaduras estruturais e até materiais vencidos em almoxarifados são apenas alguns dos problemas que comprometem a segurança de alunos e profissionais da educação.

A situação é mais um capítulo de uma administração municipal marcada pelo abandono e pela falta de investimentos em áreas essenciais. Enquanto os moradores de Paranaguá esperam por soluções, o legado deixado por Marcelo Roque é de descaso e irresponsabilidade, refletido não apenas nas escolas, mas em diversas outras áreas da cidade.

As seis escolas interditadas são um exemplo claro da falta de manutenção e cuidado com a infraestrutura pública. A Escola Municipal Randolfo Arzua, na Vila Portuária, foi totalmente interditada devido a telhados danificados, alagamentos recorrentes, infiltrações e rachaduras estruturais. Já o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Juvelina Neves, na Ilha do Mel, também foi fechado por completo devido à movimentação do solo, infiltrações e problemas no telhado e nos sanitários.

Além disso, quadras poliesportivas e blocos de outras escolas, como a Hugo Pereira Corrêa, Rosiclair da Silva Costa, Manoel Viana e Leôncio Correia, foram parcialmente interditados. Em comum, todas apresentam problemas graves, como fissuras, trincas, corrosão avançada de estruturas metálicas e até movimentação do terreno. A secretária de Educação, Fabiola Soares Arcega, destacou que as interdições foram necessárias para garantir a segurança de alunos e funcionários, mas a pergunta que fica é: por que a situação chegou a esse ponto?

Além disso, a descoberta de materiais vencidos no almoxarifado da Secretaria de Educação, como 13.000 litros de água sanitária e mais de uma tonelada de bastões de cola quente, evidencia a má gestão dos recursos públicos. Esses materiais, adquiridos em 2023 com validade de seis meses, foram simplesmente esquecidos, enquanto as escolas continuavam deteriorando-se. Para piorar, itens como colas instantâneas, colas de isopor e massa acrílica também estavam vencidos, o que demonstra um descaso generalizado com o patrimônio público.

Moradores da cidade também expressam sua insatisfação. "Estamos cansados de ver a cidade se deteriorar. As escolas, as ruas, tudo está caindo aos pedaços. Marcelo Roque fez nada para resolver isso, e agora estamos pagando o preço", desabafa um pai de aluno da Escola Randolfo Arzua.

A atual administração municipal herdou um cenário desafiador, com problemas estruturais graves e recursos limitados. O novo prefeito tem o desafio de reverter o legado de abandono e reconstruir a confiança da população. No entanto, sem um plano claro e recursos adequados, a tarefa será árdua.

Enquanto isso, os moradores de Paranaguá continuam sofrendo as consequências de anos de negligência. As escolas interditadas são um símbolo do descaso que precisa ser urgentemente revertido. A cidade, que tem tanto potencial turístico e econômico, merece uma gestão que priorize o bem-estar de sua população e o desenvolvimento sustentável.

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