Oposição pede acesso a ação do Ministério Público contra Ricardo Arruda

outubro 6, 2025 - 09:09
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Oposição pede acesso a ação do Ministério Público contra Ricardo Arruda

A oposição ao governador Ratinho Júnior (PSD) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) protocolou um pedido de providências ao presidente da Casa, Alexandre Curi (PSD), para que ele solicite o fim do sigilo nas ações movidas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra o deputado Ricardo Arruda (PL). A solicitação é para que os documentos sejam enviados ao Corregedor da Alep e aos deputados que assinam o pedido, para possível encaminhamento ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Alep.

O MP-PR moveu uma ação de improbidade administrativa contra Arruda e cobrou do bolsonarista a devolução de R$ 1.045.170,80, que supostamente teriam sido desviados por meio de peculato, crime conhecido como “rachadinha” (quando o titular do cargo exige parte dos salários de seus assessores). Na terça-feira (30), o deputado Renato Freitas (PT) anunciou que vai pedir a cassação do mandato de Arruda.

O pedido será analisado pela Presidência da Assembleia. Caso seja aceito, os documentos poderão embasar uma representação ao Conselho de Ética. O Código de Ética que entrou em vigor no mês passado determina que a denúncia só pode ser aceita mediante apresentação de fatos e provas, sob pena de arquivamento.

O documento é assinado pelos deputados Ana Júlia Ribeiro (PT), Arilson Chiorato (PT), Dr. Antenor (PT), Goura (PDT), Luciana Rafagnin (PT), Professor Lemos (PT), Renato Freitas (PT) e Requião Filho (PDT).

Ricardo Arruda nega as acusações e disse que recebeu cerca de R$ 70 milhões quando trabalhava como dirigente de um banco em São Paulo, na década passada. "Eu não nasci político. Eu tenho uma carreira longa no mercado financeiro, fui presidente de banco por vários anos no estado de São Paulo. E na minha defesa, que meu advogado já fez, diz lá que eu tenho mais de R$ 70 milhões de origem, de dinheiro ganho e declarado. Não devo satisfação ao Ministério Público, ou melhor, a um subprocurador", disse ele em sessão da Alep nesta semana.

Arruda é réu em outro processo no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), suspeito dos crimes de associação criminosa, desvio de dinheiro público e tráfico de influência. Segundo o MP-PR, ele recebeu dinheiro para reincorporar policiais militares afastados da corporação.

Neste ano, o bolsonarista faltou a três sessões consecutivas da Comissão de Constituição e Justiça da Alep, mas teve sua vaga mantida – apesar da determinação contrário do Regimento Interno da Assembleia. Ele apresentou um atestado assinado por um dentista, quase 40 dias depois da primeira falta.

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