Paranaguá realiza retomada e ampliação do ensino integral nas escolas municipais
Na quinta-feira, 4, a Prefeitura de Paranaguá, através da Secretaria Municipal de Educação e Ensino Integral (Semedi), anunciou o restabelecimento e ampliação do ensino integral na rede municipal de educação, algo que ocorre através do programa “Escola o Tempo Todo”. Até o final de setembro, o município ampliará de 21 para 23 escolas que atendem em tempo integral, algo que alcançará o atendimento de 1.400 alunos de Paranaguá, incluindo unidades de ensino da zona rural.
“Hoje, são 21 unidades atendendo em tempo integral, incluindo a Escola Municipal do Campo “Profª Alvina Toledo Pereira”, na comunidade Rio das Pedras, em Alexandra. Até o fim de setembro, o número deve chegar a 23 escolas em tempo integral, com a inclusão de mais duas na zona rural, ampliando o atendimento para cerca de 1.400 alunos”, explica a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom).
Segundo o município, desde o início de 2025, a Semedi possui a prioridade de garantir o atendimento especializado a crianças com deficiência, cujo número cresceu significativamente nos últimos meses. “Até o ano passado tínhamos 334 crianças com deficiência que necessitavam de apoio. Em junho deste ano, já eram 542, e agora estamos chegando perto de 600. Esse aumento exigiu que direcionássemos professores, agentes de apoio e estagiários prioritariamente para esse atendimento, antes de retomar o integral”, destaca a secretária municipal de Educação, Fabíola Soares Arcega.
Segundo a gestora da pasta, com a expansão, é fortalecido em Paranaguá o foco na educação do campo, algo que integrará educação ambiental e saberes tradicionais ao currículo. “São oficinas que dialogam com a realidade das comunidades rurais e pesqueiras e que fortalecem a identidade cultural dos alunos”, detalha.
“O modelo de tempo integral envolve atividades pedagógicas de reforço em língua portuguesa e matemática, mas vai além: inclui arte, cultura, saúde, meio ambiente, esporte e valores sociais, buscando formar cidadãos de maneira mais ampla”, afirma a Semedi.
Segundo a diretora Edna Regina Albini Pereira Kaminski da escola municipal Presidente Castelo Branco, o objetivo é relembrar o foco inicial do ensino integral“Há muitos anos, a filosofia era acolher as crianças para que não estivessem nas ruas. Hoje, o currículo foi se ampliando e trabalhamos meio ambiente, dança, reforço acadêmico, saúde e educação. A criança não está aqui para ser cuidada apenas, mas para aprender e se desenvolver em valores como ética, moral e solidariedade”, detalha.
“Além do reforço em português e matemática, temos oficinas de arte, cultura, meio ambiente e até karatê. As crianças adoram. Também garantimos quatro refeições diárias preparadas por nutricionistas, algo essencial para muitas famílias”, ressalta a diretora da escola municipal Takeshi Oishi, Sérlia Mariano Oliveira, salientando também o foco em alunos em situação de vulnerabilidade.
De acordo com a Prefeitura, para muitos pais e responsáveis, “o ensino integral significa a oportunidade de trabalhar e garantir a renda da família, enquanto os filhos permanecem na escola. Além de estarem em um ambiente seguro, as crianças recebem acompanhamento pedagógico, participam de oficinas e se desenvolvem em diferentes áreas, o que traz tranquilidade para as famílias”, completa a assessoria.
“É muito importante para quem trabalha. Em vez de ficar em casa no celular, minha filha está aprendendo, dançando, pintando. Ela adora e chega cansada, aproveita bem o dia. A alimentação também é excelente e saudável. Isso representa economia e mais qualidade de vida”, explica a dona de casa Daiane Costa Rosa Borchardt, mãe de uma aluna de sete anos, do 2.º ano da escola Presidente Castelo Branco.
Gildete Santos dos Reis, mãe de um aluno de seis anos do 1.º ano da escola Takeshi Oishi, destacou a importância do ensino integral para seu filho e o contexto familiar. “Vim de Salvador e não tinha essa realidade. O tempo integral foi uma rede de apoio para mim e meu marido, que trabalhamos o dia todo. Sei que meu filho está em um ambiente seguro, aprendendo, se desenvolvendo e até apaixonado pelo karatê. Sem o integral, eu não conseguiria trabalhar”, detalha.
De acordo com a Prefeitura de Paranaguá, mais do que ampliar o tempo de permanência na escola, o programa busca oferecer proteção social, formação cidadã e igualdade de oportunidades para estudantes e sociedade. “Para a atual Administração Municipal, a prioridade inicial em garantir apoio às crianças com deficiência e depois retomar o integral demonstra uma estratégia de reorganização para atender melhor a toda a comunidade escolar”, completa.
“Hoje temos cerca de 80 professores atuando no ensino integral e mais de 260 profissionais dedicados ao apoio especializado. O desafio é grande, mas a expansão mostra que estamos avançando”, finaliza Fabíola Arcega, secretária municipal de Educação.
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