Auditoria do Tribunal de Contas aponta falhas e indícios de direcionamento em contratos na gestão Marcelo Roque em Paranaguá

Marços 26, 2026 - 11:09
Marços 27, 2026 - 11:09
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Auditoria do Tribunal de Contas aponta falhas e indícios de direcionamento em contratos na gestão Marcelo Roque em Paranaguá

Uma auditoria preliminar do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) identificou falhas e indícios de direcionamento em contratações realizadas pela Prefeitura de Paranaguá com a empresa AGP Saúde Ltda., durante a gestão do ex-prefeito Marcelo Roque. 
O levantamento analisou contratos firmados entre novembro de 2022 e fevereiro de 2025, que somam cerca de R$ 13,8 milhões, voltados principalmente à realização de testagens domiciliares e levantamentos estatísticos relacionados à saúde. 
De acordo com o relatório, foram celebrados cinco contratos consecutivos com a mesma empresa, todos por meio de chamamentos públicos em que apenas a AGP Saúde foi habilitada, o que levantou questionamentos sobre a ausência de concorrência e possíveis restrições no modelo adotado. 


A auditoria também apontou falhas no planejamento das contratações, uso de justificativas genéricas para continuidade dos serviços e problemas na execução, mesmo com os serviços sendo formalmente atestados como concluídos. 
Entre os pontos mais graves, foram identificadas inconsistências nos registros, como exames duplicados, divergências entre o que foi contratado e o que foi executado, além de lançamentos de atendimentos em prontuários de pacientes já falecidos, o que foi classificado como materialmente impossível. 


O Tribunal também questiona os valores pagos, indicando possível incompatibilidade com preços de mercado, além de apontar fragilidades nos mecanismos de controle e fiscalização dos contratos. 
Diante dos achados, o TCE-PR indicou a possibilidade de responsabilização administrativa, civil e até penal dos envolvidos, além de encaminhar as informações ao Ministério Público do Estado do Paraná para дальней investigação. 
A atual administração municipal informou que os contratos foram firmados na gestão anterior, que suspendeu os acordos, encaminhou a documentação aos órgãos de controle e busca o ressarcimento de valores que podem ultrapassar R$ 9 milhões. 
Já o ex-prefeito Marcelo Roque afirmou que as contratações seguiram a legislação vigente, com participação de diversos agentes públicos, e declarou que não há, até o momento, menção direta ao seu nome em documentos oficiais do Tribunal de Contas. 
A auditoria tem caráter preliminar, e os apontamentos ainda serão analisados de forma conclusiva pelos órgãos competentes.

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