Com reajuste de 23,92% na tarifa de água, Adriano Ramos aponta responsabilidade de Marcelo Roque e critica contrato com concessionária
O prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos (Republicanos), fez duras críticas ao ex-prefeito Marcelo Roque ao comentar, em coletiva realizada nesta terça-feira (19), o reajuste de 23,92% na tarifa de água e esgoto, serviço prestado pela empresa Paranaguá Saneamento.
Segundo Adriano, o aumento já havia sido autorizado na gestão anterior, por meio de decisão do Conselho de Regulação da Cagepar (Central de Água, Esgoto e Serviços Concedidos do Litoral do Paraná), ainda em outubro de 2024, logo após as eleições. O prefeito afirmou que a decisão contou com a indicação de conselheiros feita por Marcelo Roque.
“Foi concedido uma semana após o prefeito Marcelo Roque e o seu amigo perderem a eleição, pelo conselho de regulação, que é indicado pelo ex-prefeito Marcelo Roque, algo muito bem armado para prejudicar a cidade”, declarou Adriano Ramos.
Na coletiva, o prefeito voltou a cobrar a empresa responsável pelo serviço de saneamento, afirmando que já foram aplicadas mais de R$ 3,3 milhões em multas por irregularidades, incluindo crimes ambientais. “Nós bem sabemos que o esgoto transborda nas ruas de Paranaguá. Recebemos água suja nas torneiras da empresa Paranaguá Saneamento”, disse.
Segundo ele, a Prefeitura negou tentativas anteriores de reajuste feitas diretamente pela concessionária, mas uma decisão judicial autorizou a cobrança, que passa a valer já no próximo mês.
Adriano também apontou que já existem elementos para encerrar o contrato com a empresa, vigente até 2045, mas lembrou que Marcelo Roque optou por mantê-lo quando teve oportunidade de rescindir em 2017.
A gestão atual criou uma secretaria específica para fiscalizar contratos de concessionárias e promete contratar auditoria para reavaliar a concessão. “Eu quero dizer para a Paranaguá Saneamento que eu vou arrancar vocês da cidade”, afirmou o prefeito.
Ele ainda destacou que exigiu uma redução mínima de 40% no valor da tarifa para que a empresa tenha condições de permanecer em Paranaguá.
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