De forma lúdica, alunos aprendem a salvar vidas e evitar acidentes em Paranaguá
Com o objetivo de preparar crianças para agir em situações de emergência, o Projeto Samuzinho iniciou as atividades neste mês de agosto nas escolas de Paranaguá. A iniciativa, realizada por meio de parceria entre as secretarias municipais de Saúde e Educação de Paranaguá (Semsa e Semedi), o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral (Cislipa) e o Serviço de Atendimento Movel de Urgência (Samu), integra o Programa Saúde na Escola (PSE) e visa atender 100% das instituições de ensino da rede municipal até o fim do ano.
A ação oferece aos estudantes noções básicas de primeiros socorros, como técnicas de desengasgo, imobilização em casos de fraturas e formas de proteção em situações de risco. Além disso, promove a conscientização sobre o uso correto do número de emergência 192. Segundo a diretora da Escola Municipal Edinéia Garcia Ribeiro, Andreia Rosa, o projeto tem um impacto direto na segurança das crianças. “Elas aprendem como agir em situações críticas e entendem a importância de não fazer trotes. É um conhecimento que vão levar para toda a vida”, destaca.
De acordo com Rafael Rodrigues, coordenador de Comunicação do Samu, o projeto foi executado em 2024 em diversas escolas do Litoral, alcançando mais de 5 mil alunos. Neste segundo semestre de 2025, as ações começaram efetivamente em Paranaguá. “Tivemos uma ação pontual no início do ano na APAE de Matinhos, mas agora o foco está totalmente voltado a Paranaguá. A meta é atender cerca de 75 escolas, entre públicas e privadas, que aderiram ao Programa Saúde na Escola”, explicou.
O Samuzinho é desenvolvido de forma lúdica por uma equipe de profissionais do Samu, fora do plantão regular, utilizando uma viatura reserva. “É importante frisar que não há prejuízo ao atendimento de urgência, porque a equipe que atua no projeto é extra. As ações são planejadas e seguem um cronograma repassado pela Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a Educação”, acrescentou Rafael.
Embora trate de temas como primeiros socorros e segurança, o Samuzinho não está diretamente ligado à Lei Lucas, sancionada em 2018, que obriga a capacitação de professores e funcionários da educação para o atendimento de emergências. “O foco do Samuzinho são as crianças, com uma linguagem acessível e lúdica. A capacitação de profissionais, exigida pela Lei Lucas, será realizada em outro formato, com cursos que estamos desenvolvendo junto com a Semedi”, esclareceu Rafael.
Para Josinéia de Araújo, diretora de Estratégia da Saúde da Família da Semsa, o projeto cumpre um papel essencial de prevenção e formação. “Quando ensinamos uma criança a pedir socorro da forma correta, estamos cuidando de toda a comunidade. Elas se tornam multiplicadoras dentro de casa”, disse.
As ações ocorrem preferencialmente às terças e quintas-feiras, com visitas a escolas regulares e também instituições especiais, como o Centro Educacional Eva Cavani, que receberá um atendimento adaptado à realidade dos estudantes.
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