Fracasso de público marca ato da direita em Curitiba por anistia e PEC da Bandidagem
Lideranças da direita curitibana se reuniram neste domingo (21), na Praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em uma manifestação que tinha como bandeira a defesa da anistia aos condenados pelo golpe de 8 de janeiro e da chamada “PEC da Bandidagem”. O ato, no entanto, foi marcado pelo fracasso: apenas algumas dezenas de pessoas compareceram, número muito abaixo do esperado pelos organizadores.
O ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo), um dos principais divulgadores da manifestação e também orador no evento, preferiu depois fingir que nada havia acontecido. Diferente de outras ocasiões em que aproveitou atos para fazer longas postagens, desta vez Dallagnol não publicou absolutamente nada em suas redes sociais sobre a mobilização.
Entre os presentes estavam também o advogado Jeffrey Chiquini e o vereador Guilherme Kilter (Novo). Parte dos manifestantes carregava bandeiras de Israel e dos Estados Unidos, além de faixas contra o ministro Alexandre de Moraes (STF) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos cartazes lembrava Charlie Kirk, ativista conservador norte-americano assassinado recentemente, mas sem grande repercussão entre os próprios participantes.
O local da manifestação foi escolhido por simbolismo: no mesmo prédio da UFPR, no dia 9 de setembro, ocorreu uma confusão envolvendo Chiquini e Kilter durante um evento.
Enquanto a mobilização da direita curitibana reunia apenas algumas dezenas de apoiadores, milhares de pessoas tomaram as ruas da Boca Maldita, em Curitiba, em um ato em sentido oposto: contra a anistia aos golpistas, contra a PEC da Bandidagem e em defesa da soberania do Brasil. A disparidade de público deixou evidente a diferença de força entre as pautas no espaço público curitibano.
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