Incêndio em caminhão causa interdição total da BR-277 sentido Paranaguá e expõe falhas na gestão da rodovia pela EPR Litoral Pioneiro
Um incêndio em um veículo de carga provocou a interdição total da BR-277 no sentido Paranaguá, entre o fim da manhã e o começo da tarde desta segunda-feira (20). O acidente ocorreu no km 15 da rodovia, principal ligação entre Curitiba e o litoral paranaense.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o incidente não deixou vítimas. Equipes da PRF estiveram no local para controlar o tráfego, enquanto o Corpo de Bombeiros atuou no combate às chamas.
A EPR Litoral Pioneiro, concessionária responsável pela administração do trecho, informou que a rodovia ficou completamente bloqueada nos dois sentidos até as 13h, para garantir segurança no atendimento. Após esse horário, apenas a pista sentido Curitiba foi liberada, mantendo o bloqueio no sentido litoral por mais tempo.
O resultado foi um congestionamento de mais de 12 quilômetros em direção a Paranaguá e lentidão de cerca de 1 quilômetro no sentido contrário. Motoristas enfrentaram longos períodos de espera sob o calor, com pouca informação e nenhuma alternativa de desvio viável.
A situação gerou forte insatisfação entre os usuários, especialmente pela demora na normalização do tráfego e pela falta de eficiência da concessionária na gestão do incidente. O episódio reforça críticas recorrentes à EPR Litoral Pioneiro, que cobra R$ 24,00 de pedágio por veículo leve — um dos valores mais altos do Paraná —, mas não entrega um serviço compatível com o que arrecada.
Motoristas reclamam que, apesar do preço elevado, as condições da rodovia ainda são precárias, a sinalização é insuficiente e não há agilidade em situações emergenciais. Para muitos, o alto custo do pedágio contrasta com a lentidão e a desorganização na resposta da empresa, o que coloca em dúvida a eficiência da concessão e a real aplicação dos recursos arrecadados.
Enquanto a pista não era totalmente liberada, o reflexo foi sentido em toda a região, prejudicando o fluxo de caminhões rumo ao Porto de Paranaguá, afetando o transporte de cargas e trazendo transtornos a trabalhadores e moradores que dependem da via.
O episódio se soma a uma série de reclamações de usuários, que apontam que a EPR Litoral Pioneiro tem lucrado alto com os pedágios, mas não tem garantido a fluidez, segurança e transparência esperadas de uma concessão desse porte.
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