Israel sequestra barco com ajuda humanitária para Gaza

Junho 10, 2025 - 08:14
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Israel sequestra barco com ajuda humanitária para Gaza

No último domingo (8), o exército israelense sequestrou o barco Madleen, embarcação da Coalizão Flotilha de Liberdade, que busca criar um corredor marítimo de ajuda humanitária em Gaza e romper o cerco. A bordo deste navio estavam 12 civis de diferentes nações, entre eles a parlamentar franco-palestina Rima Hassan, o brasileiro Thiago Ávila e a militante sueca Greta Thumberg. Com eles, levavam remédios, leite, comida e outros suprimentos. Há 80 dias israel impede a entrada de comida e ajuda humanitária em Gaza.

“Eu instrui o exército para que impeça a chegada do ‘Madleen’ a Gaza. À Greta [Thunberg], a antisemita, e aos seus companheiros porta vozes do Hamas, digo claramente: voltem, pois não chegarão à Gaza”, disse ministro da defesa de israel em nota oficial. Na manhã de domingo, os militares nazi-sionistas preparavam um novo crime de guerra. 

“Acabamos de receber algumas notícias muito estranhas. De acordo com nosso rastreador, nós não estamos mais a 162 milhas náuticas de Gaza, que é onde estamos, mas no aeroporto da Jordânia. Nós sabemos o que isso significa. Quando eles começam a bloquear a nossa comunicação, quando eles começam a mexer como nossos dispositivos, isso significa que eles estão se preparando para uma interceptação”, relatou Thiago Ávila em publicação nas redes digitais. 

Na mesma noite, soldados do exército invadiram a embarcação e a conexão com os ativistas foi perdida. Logo após, o governo sionista noticiou que havia prendido os voluntários.

Em nota, a Federação Árabe Palestina do Brasil também de manifestou repudiando o ataque aos voluntários e denunciando a Solução Final imposta por Israel aos palestinos. (Confira a nota completa no fim da reportagem). 

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil se manifestou nessa segunda, e de limitou a afirmar que “acompanha com atenção” o sequestro dos voluntários e a pedir para que Israel os liberte.

O genocídio em Gaza ultrapassa os 600 dias, e já alcança a faixa dos 54 mil palestinos assassinados pelo estado sionista de israel. Em comunicado oficial sobre a interceptação do Madleen, israel afirma que a organização “Fundação Humanitária de Gaza” realizou a distribuição de suprimentos com mais de 1200 caminhões. O que Netanyahu cruelmente esconde é que esta é uma organização fantasma, utilizada pelo exército como armadilha para assassinar seres humanos famintos em busca de comida. 

Tamanha crueldade é reflexo dos interesses daqueles à quem se beneficiam dessa carnificina: a burguesia. A classe burguesa no mundo lucra bilhões através da indústria de guerra (fabricação e venda de armas, bombas, tanques etc.), sobretudo a burguesia estadunidense, que financia diretamente o genocídio ao povo palestino. Anualmente, o Governo dos EUA financia armas para Israel no equivalente a 3,8 bilhões de dólares. Para a classe burguesa, não importa quem seja assassinado, desde que continuem a ser os donos do capital. A burguesia vê em cada palestino que resiste ao genocídio uma oportunidade de aumentar seus cifrões.

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