Paraná receberá quatro novos cursos de medicina, mas litoral fica de fora
A região não foi considerada apta para receber um novo curso de Medicina devido ao não cumprimento de critérios estabelecidos pela portaria do MEC.
O Paraná vai ser contemplado com a criação de quatro novos cursos de Medicina no estado, conforme anunciado pelo deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR). A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (SERES/MEC) divulgou, na sexta-feira (31), o resultado preliminar da seleção de propostas que visam autorizar a criação e funcionamento de cursos de Medicina em diversas regiões do Brasil, dentro do Programa Mais Médicos.
No Paraná, 18 instituições mantidas por diferentes organizações foram aprovadas nas etapas de admissibilidade e capacidade econômico-financeira. Elas estão situadas em seis regionais de saúde: Apucarana, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, Ivaiporã, Jacarezinho, Paranavaí e Ponta Grossa. A inclusão dessas regiões no projeto visa o fortalecimento da educação, saúde e economia local, com impactos positivos tanto na formação de novos médicos quanto no desenvolvimento de setores comerciais e de serviços voltados à área da saúde.
Zeca Dirceu destacou a importância dessa iniciativa para o estado. "Além das melhorias na qualidade da saúde e no atendimento, que vão acompanhar a presença de mais profissionais no interior do estado, o curso impulsiona todo um setor do comércio e de serviços voltados para a área da saúde e para atender o aumento do fluxo de pessoas em torno dessa nova realidade", afirmou. O deputado comemorou a seleção das seis regionais e ressaltou que esse é um passo importante para o Paraná, apesar da expectativa inicial ser de que quatro regiões fossem contempladas.
O edital aberto pelo MEC, que trata da criação de novos cursos de Medicina, foi lançado em outubro de 2023. Na primeira fase do processo seletivo, o Ministério analisa a admissibilidade das propostas, verificando o cumprimento das exigências legais e dos requisitos para o funcionamento dos cursos. A seguir, a capacidade econômico-financeira das instituições proponentes é avaliada. Apenas depois disso é que a análise do mérito das propostas será realizada.
Entretanto, o litoral do Paraná ficou de fora da seleção. A região não foi considerada apta para receber um novo curso de Medicina devido ao não cumprimento de critérios estabelecidos pela portaria do MEC. Entre os requisitos para a escolha das regiões, estava a exigência de que elas tivessem uma média inferior a 2,5 médicos por mil habitantes. Além disso, era necessário que a região tivesse ao menos um hospital com 80 leitos e a capacidade de abrigar um curso com 60 vagas. A expansão de cursos de Medicina nas universidades federais também foi levada em conta, o que pode ter impactado a decisão de não incluir o litoral na lista.
Em busca de mais informações sobre os motivos que levaram à exclusão do litoral, nossa redação entrou em contato com a SERES/MEC para questionar por que a primeira regional de saúde, que abrange o litoral do Paraná, não está apta a receber os novos cursos de Medicina. No entanto, até o momento, não obtivemos uma resposta oficial da entidade.
Atualmente, o Brasil oferece 41.805 vagas em cursos de Medicina, com a maior concentração dessas vagas no Sudeste (43,8%), seguido pelo Nordeste (25%), Sul (13,8%), Norte (9,1%) e Centro-Oeste (8,3%).
O avanço nos cursos de Medicina nas regiões contempladas do Paraná promete uma transformação significativa no interior do estado, trazendo desenvolvimento para essas áreas. Contudo, o litoral deverá esperar por uma nova oportunidade, uma vez que não preencheu os critérios estabelecidos para a seleção.
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