PF vai investigar se Arruda cometeu crime de violência de gênero contra Ana Júlia

outubro 16, 2025 - 15:51
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PF vai investigar se Arruda cometeu crime de violência de gênero contra Ana Júlia


A Polícia Federal vai investigar se o deputado estadual Ricardo Arruda (PL) cometeu crime de violência política de gênero contra a deputada Ana Júlia Ribeiro (PT) em sessões da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A determinação para a abertura de um inquérito foi dada no início do mês pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). A ação foi movida por Ana Júlia e o processo é sigiloso.

Em abril, Ana Júlia pediu a substituição de Arruda da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alep por três faltas consecutivas, nos dias 18 e 25 de março e 2 de abril. O bolsonarista criticou então as roupas da parlamentar e apresentou um atestado assinado por um dentista, 40 dias depois da primeira falta. Ele foi mantido na CCJ.

No dia 12 de maio, Arruda disse, durante sessão da Assembleia, que Ana Júlia tinha "problema cognitivo" e "deu piti". "A deputada Ana Júlia não tem trabalho, ela brinca de ser parlamentar”, disse o bolsonarista. Segundo ele, seu pedido de afastamento da CCJ foi apresentado “por uma pessoa que tem problema cognitivo”. “Você aqui não vai se criar, Maria do Rosário 2, Maria do Rosário Mirim”, afirmou, referindo-se pejorativamente à deputada federal Maria do Rosário (PT-RS).

Em agosto, Arruda ofendeu a deputada Luciana Rafagnin (PT), o que gerou a reação de outros parlamentares. Na sessão do dia 16 de setembro, o deputado chamou a ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), de "bruxa". Depois da reação de deputadas, pediu perdão "às bruxas que ficaram ofendidas". A Bancada Feminina na Alep anunciou em seguida que apresentaria uma representação contra o parlamentar. Ricardo Arruda já foi condenado a indenizar a ministra Gleisi Hoffmann por ofensas.

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