Prefeito de Paranaguá e vice participam de seminário e se posicionam contra mudanças na Lei dos Portos
O prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos, e a vice-prefeita Fabiana Parro participaram na manhã desta segunda-feira (6) de um seminário que discutiu o Projeto de Lei 733/2025, que propõe mudanças na legislação portuária brasileira. O encontro reuniu lideranças sindicais e representantes de diversas categorias ligadas ao setor, incluindo o presidente do Sindicato dos Estivadores de Paranaguá, João Fernando da Luz.
Durante o evento, trabalhadores e representantes sindicais demonstraram preocupação com os impactos do projeto, apontando riscos de precarização das relações de trabalho e possíveis perdas de direitos históricos da categoria. Entre os principais pontos criticados estão a flexibilização das formas de contratação e o enfraquecimento da atuação dos trabalhadores portuários organizados.
O prefeito Adriano Ramos se posicionou de forma contrária ao projeto e destacou sua ligação pessoal com a categoria, lembrando que é filho de estivador e já atuou no setor portuário. Em sua fala, ele afirmou que o projeto pode comprometer a exclusividade dos trabalhadores portuários avulsos e afetar diretamente a economia local e as famílias que dependem da atividade no porto.
Segundo ele, a proposta pode desestruturar o modelo atual de trabalho, reduzindo garantias e impactando diretamente a realidade de quem atua no setor. O prefeito também destacou que já esteve em Brasília, junto com representantes sindicais, buscando diálogo com parlamentares sobre o tema.
A vice-prefeita Fabiana Parro também manifestou apoio aos trabalhadores, ressaltando a importância da atividade portuária para o desenvolvimento econômico de Paranaguá e para a geração de empregos. Ela destacou a necessidade de união da categoria diante das possíveis mudanças e reforçou o compromisso da gestão municipal com a defesa dos trabalhadores.
Entre as principais preocupações levantadas durante o seminário estão o possível fim da exclusividade na contratação dos trabalhadores portuários avulsos, a criação de empresas com vínculos mais flexíveis, a redução do conceito de trabalho portuário e os riscos de aumento do desemprego no setor.
Também foi debatido o possível enfraquecimento das entidades sindicais, o que pode impactar diretamente a capacidade de negociação coletiva da categoria. O Projeto de Lei 733/2025 segue em tramitação no cenário nacional e já conta com centenas de emendas, muitas delas voltadas à proteção dos direitos dos trabalhadores portuários.
O seminário reforçou a mobilização local em torno do tema e evidenciou a preocupação da comunidade portuária com os rumos da legislação e seus impactos sociais e econômicos.
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