Voz do Trabalhador – Estivadores cobram assinatura de Convenção Coletiva e apontam possíveis impactos do PL 733
A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos estivadores de Paranaguá está vencida desde o dia 1º de maio, e a demora na assinatura do novo acordo tem gerado insatisfação entre os trabalhadores. Em nota divulgada nesta quarta-feira (10), a diretoria do sindicato da categoria afirma que todas as cláusulas já foram debatidas e aprovadas pelos vice-presidentes, mas acusa o Sindicato dos Operadores Portuários (SINDOP) de adiar reiteradamente a formalização do documento.
A ausência de um novo acordo estaria impactando diretamente os rendimentos dos estivadores, que cobram uma solução imediata. “A Estiva exige respeito!”, diz a nota, que ressalta a disposição da categoria em buscar a resolução do impasse por meio do diálogo, mas também sinaliza uma possível mobilização: caso não haja avanços até esta quinta-feira (10), um vídeo convocando a categoria para uma operação padrão no Porto Público será divulgado.
A categoria também levanta preocupações sobre o Projeto de Lei 733/2022, atualmente em tramitação no Congresso Nacional. O texto propõe mudanças nas regras do trabalho portuário e, segundo os estivadores, ameaça a exclusividade da categoria nas operações dentro dos portos públicos. “Nos perguntamos: será que essa demora tem relação com o PL 733?”, questiona o sindicato.
A operação padrão mencionada pelos trabalhadores é uma forma de mobilização que segue estritamente todos os procedimentos de segurança e normas operacionais, o que geralmente resulta na desaceleração do ritmo das atividades portuárias. A medida costuma ser adotada como forma de protesto, sem configurar greve formal.
Até o momento, o SINDOP não se manifestou publicamente sobre a situação. A categoria permanece mobilizada, reiterando que seguirá unida na defesa dos seus direitos.
Qual é a sua reação?