Incompetência ou negligência? O pedágio é alto, mas a segurança continua no chão

Junho 13, 2025 - 12:07
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Incompetência ou negligência? O pedágio é alto, mas a segurança continua no chão

O pedágio cobrado na BR-277 é um dos mais caros do Brasil, mas a estrutura da rodovia não acompanha esse custo. A cada nova chuva, a estrada se transforma em uma armadilha, colocando vidas em risco e travando uma das principais vias logísticas do país. Nesta quinta-feira (12), o bloqueio parcial na altura do km 43, em Morretes, completa três dias — e segue sem previsão de liberação total.

Segundo a EPR Litoral Pioneiro, concessionária responsável pela BR-277, o deslizamento de encosta ocorreu na madrugada de terça-feira (10). Desde então, o tráfego funciona em sistema de mão dupla na pista sentido Curitiba, com uma faixa operando no sentido litoral e outra no sentido capital. O congestionamento continua: por volta do meio-dia desta quinta, havia filas de até 1 km no sentido litoral e 2 km no sentido Curitiba.

A BR-277 é a principal ligação entre o interior do Paraná e o Porto de Paranaguá — eixo estratégico para a economia do Estado e do país. Mesmo com tamanha importância, a rodovia segue marcada pela ausência de manutenção, instabilidade em dias de chuva e ações reativas por parte da concessionária. A atuação da EPR Litoral Pioneiro, que deveria garantir segurança e fluidez, tem gerado desconfiança e indignação.

O descaso da empresa também se estende às vias urbanas de Paranaguá sob sua responsabilidade, como as avenidas Ayrton Senna e Bento Rocha. Ambas seguem em estado precário, com buracos, má sinalização e falta de drenagem. A própria EPR já admitiu que os reparos só devem começar nos próximos anos — um prazo inadmissível para uma cidade que movimenta milhares de veículos diariamente.

Na Câmara Municipal de Paranaguá, a empresa tem sido alvo de críticas constantes. Quase toda semana, vereadores usam a tribuna para denunciar a negligência da EPR com a população do litoral, que depende dessas vias para trabalhar, estudar e circular com segurança.

Com o bloqueio parcial da BR-277, restam como alternativas a BR-376, passando por Guaratuba, e a Estrada da Graciosa (PR-410), que não permite a circulação de caminhões. A restrição agrava ainda mais os impactos na logística regional, comprometendo o transporte de cargas e a mobilidade da população.

A cada novo deslizamento, a cada promessa adiada, cresce a indignação de quem paga caro por um serviço que nunca chega. E a pergunta continua ecoando entre os paranaenses: incompetência ou negligência?

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