O ano desastroso de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo
O ano de 2025 marcou um dos períodos mais conturbados da trajetória política de Eduardo Bolsonaro e do blogueiro Paulo Figueiredo. Logo nos primeiros meses do ano, Eduardo deixou o Brasil de forma repentina e passou a viver nos Estados Unidos, mesmo ainda ocupando o cargo de deputado federal. A ausência prolongada em Brasília resultou no abandono das atividades parlamentares e abriu caminho para uma série de desdobramentos políticos e jurídicos ao longo do ano.
Já em território norte-americano, Eduardo Bolsonaro se aproximou de Paulo Figueiredo, neto do ex-ditador João Figueiredo. Juntos, os dois passaram a articular uma ofensiva política internacional contra o próprio Brasil, direcionando ataques especialmente ao Supremo Tribunal Federal. A estratégia envolveu a disseminação de narrativas de suposta perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo de pressionar autoridades brasileiras por meio de instâncias estrangeiras.
O plano ganhou repercussão em agosto, quando os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, seguida, semanas depois, por sanções direcionadas a autoridades do país. As medidas foram justificadas, pelo governo americano, como resposta ao que chamou de “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro. À época, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo apresentaram as sanções como uma vitória política e afirmaram que não haveria qualquer recuo, defendendo publicamente uma anistia ampla e irrestrita como condição para mudança do cenário.
O que parecia, para os articuladores, uma estratégia eficaz de pressão internacional, rapidamente se revelou um fracasso. O governo brasileiro manteve sua posição, não recuou diante das ameaças e reafirmou a independência do Judiciário. A postura firme rendeu ao Brasil repercussão positiva no cenário internacional, enquanto a narrativa sustentada por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo começou a perder força.
Pouco tempo depois, as tarifas sobre produtos brasileiros foram retiradas e as sanções anunciadas contra autoridades do país acabaram revogadas. Nenhuma medida concreta foi mantida em defesa de Jair Bolsonaro, contrariando as previsões feitas pelos dois aliados da extrema direita. Até mesmo as sanções que haviam sido atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes deixaram de vigorar, esvaziando completamente a ofensiva construída ao longo do ano.
Em dezembro, o saldo político se mostrou ainda mais negativo para Eduardo Bolsonaro. O deputado teve o mandato cassado em razão do abandono das funções parlamentares, formalizando o rompimento com a Câmara dos Deputados. Além disso, perdeu o visto norte-americano, o que colocou em risco sua permanência nos Estados Unidos, justamente o país onde apostou todas as fichas de sua estratégia política.
Ao final de 2025, o que restou foi o retrato de um plano mal calculado, que apostou em pressionar o próprio país por meio de um governo estrangeiro instável e terminou sem resultados concretos. A articulação internacional fracassou, as sanções foram revertidas, e seus principais protagonistas encerraram o ano politicamente enfraquecidos, acumulando derrotas e isolamento.
Qual é a sua reação?