SUS amplia acesso a implante anticoncepcional gratuito e Paranaguá passa a oferecer o método

fevereiro 27, 2026 - 10:53
Marços 1, 2026 - 10:57
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SUS amplia acesso a implante anticoncepcional gratuito e Paranaguá passa a oferecer o método

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a disponibilizar gratuitamente o implante subdérmico como método anticoncepcional para mulheres e homens trans com idade entre 14 e 49 anos. Até então restrito à rede particular, onde pode custar a partir de R$ 1.500, o método começa a ser distribuído pelo Ministério da Saúde a municípios com mais de 100 mil habitantes.

O implante subdérmico liberador de etonogestrel é um pequeno bastão flexível, com cerca de quatro centímetros de comprimento e dois milímetros de espessura, inserido sob a pele do braço com o auxílio de um aplicador semelhante a uma seringa. O procedimento é simples, realizado com anestesia local, e pode ser feito por enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde (UBS), sem necessidade obrigatória de consulta médica prévia.

Com eficácia superior a 99%, o método oferece proteção contra a gravidez por até três anos, conforme aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Embora existam estudos internacionais que apontem duração maior, o prazo adotado oficialmente no Brasil é de três anos.

Além da contracepção, o implante também pode auxiliar no controle de cólicas menstruais intensas. Entre os possíveis efeitos adversos estão alterações no padrão menstrual, especialmente nos primeiros meses de uso, podendo ocorrer sangramentos irregulares. Após esse período, grande parte das usuárias apresenta melhora no ciclo ou até ausência de menstruação.

O método não é abortivo e não provoca alterações no feto em caso de gravidez. Caso ocorra gestação durante o uso, a orientação é apenas retirar o implante. A fertilidade tende a retornar rapidamente após a remoção.

Adolescentes podem procurar a unidade de saúde sozinhas para receber orientação e optar pelo método, com garantia de sigilo, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente. Durante a amamentação, o implante também pode ser inserido com segurança a partir de quatro semanas após o parto.

Embora todas as mulheres dentro da faixa etária tenham direito ao método, as secretarias municipais podem adotar critérios de priorização, especialmente em casos de risco à saúde em uma possível gestação ou situações de maior vulnerabilidade social.

No Litoral do Paraná, Paranaguá é, neste momento, a única cidade que passa a oferecer o implante subdérmico pelo SUS.

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