Voz do Trabalhador – Centrais sindicais manifestam apoio à greve geral na Argentina contra reforma trabalhista
Centrais sindicais brasileiras declararam apoio à greve geral convocada por trabalhadores na Argentina em oposição à proposta de reforma trabalhista apresentada pelo governo de Javier Milei. As entidades afirmam que a medida, apresentada como modernização das relações de trabalho, representa um retrocesso social e um ataque a direitos historicamente conquistados pela classe trabalhadora.
De acordo com as manifestações divulgadas, a proposta enfraquece a negociação coletiva, reduz garantias legais e compromete princípios estabelecidos em convenções internacionais, como as da Organização Internacional do Trabalho, além de limitar a atuação sindical como instrumento de equilíbrio entre capital e trabalho.
As centrais também apontam a experiência brasileira após a reforma trabalhista de 2017 como exemplo de que a flexibilização prometida não resultou na geração de empregos em larga escala. Segundo as entidades, o período foi marcado por aumento da informalidade, maior precarização das relações laborais e insegurança jurídica para trabalhadores.
Outro ponto criticado é a tentativa de restringir o direito de greve, considerado pelas organizações um mecanismo legítimo de defesa coletiva e reconhecido internacionalmente como parte fundamental do sistema democrático. Para os representantes sindicais, limitar esse instrumento enfraquece a capacidade de negociação dos trabalhadores diante do poder econômico.
As entidades reforçaram solidariedade às mobilizações nas ruas argentinas e defenderam que a valorização do trabalho, a proteção social e o fortalecimento das negociações coletivas são elementos essenciais para o desenvolvimento econômico com justiça social. Segundo as centrais, a realidade latino-americana exige políticas que reduzam desigualdades e ampliem direitos, e não iniciativas que, na avaliação delas, fragilizem a proteção laboral.
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